laço
des.faço e traço o fio com que Penélope
na
confusão pusilâme do Ser se apraz
em
a-braço para na clássica quietude da
tarde
quedar-se atenta à vigilância dos que
ainda
hão-de chegar
um
rodopio doce é o elo
entre
mim e a evidência do
ante-Ser que se esfuma no mistério da criação
tudo
o que des.faço e traço é apenas o
alimento
exaurido pelo sangue novo
quando
lúcida me deixo escorrer entre a
a
noite e os versos golpeados pela tesoura
aberta
na Ausência
sorvo
o silêncio e tenho sede