o mi [ ni ] stério da minha educação







reservo por esta noite a carne de um poema
onde as palavras se
tornam o elemento fundamental
ao fio de prumo

alguém tem o dever de negociar
o direito à imortal.idade

durmo debruçada sobre mim e
espalho sobre a carne
a respiração do deus que
não aceita as minhas propostas

acendo-lhe algumas razões
.responde-me o silêncio
inflexível

.ergo trincheiras de poemas
porque sei que nenhum poeta se deita
em terra calcinada
.talho a minha nudez no delírio divino e

declaro luto nacional às borboletas