os meninos do presente







às vezes os meninos resguardam-se
na alpendrada da vida enquanto
os segundos passam por eles numa
brincadeira sem idade

os meninos do presente
despojados de futuro

enrolam-se nos
estendais
em volta de um punho
fechado
pelo causticar de uma
bala                                     
solta no areal do luto                                

os meninos do presente
despojados de futuro

detêm-se
um quase nada além

um quase nada aquém
                        dois esteios
          um searar de rostos
 descobertos pela míngua
                                 um presente gaseado
                                 um tempo novo

que não têm              Aqui


onde os cravos murcham
robustece o estrondo
                               bruto

a imundice