os
poetas
quais
vagamundos de
memórias
voláteis
prendem-se
nas madrugadas
antes de
avir
outros
poetas
os poetas
guardam-se
nos papéis com que
cobrem
o chão
onde
não há longe ou perto
espreitam movem-se
apagam
cicatrizes
no rubor de afectos
in.acabados
os poetas
esses
traços repetidos do antes e do depois
têm-se
prenhes
na
saliva das camas aquecidas
a
desoras
e
cravam as unhas ávidas de sangue