num devir mui próximo
o
zunido do vento há-de dizer-me
não
vás por aí mas
eu
vou
o
balanço da árvore há-de dizer-me
não
vás por aí mas
eu
vou
o
chilreio do pássaro há-de dizer-me
não
vás por aí mas
eu
vou
irmã
do verbo abrirei as mãos e
gravarei
nas pedras
o
canto negro de José Régio