sento-me sobre a
cama e espero
que um copo de
água mate a sede do teu
corpo//lança
.uma vela apagada arde sobre
o mutismo dos
dias e faz-me companhia o vento
que bate na
janela do quarto .os símbolos de um amor
vadio deixam
sinais no meu corpo que se abre ao abandono
como uma
variação possível do estio que tarda já que a metafísica
dos minutos se
enquadra como nódoa no sono que me
deixou há pouco
.abro-me ao
trilho das tuas mãos para qual pêssego maduro recortar-me na
senda do
desalinho onde o poema se escreve como prenúncio de novas alvoradas